A Justiça de Mato Grosso concedeu medidas protetivas de urgência para Ana Paula de Azevedo e sua neta, a bebê retirada do ventre da mãe, a adolescente Emelly Beatriz Sena, morta brutalmente no dia 12 de março, em Cuiabá. A avó da recém-nascida solicitou as medidas de proteção após relatar que vem recebendo ligações e mensagens anônimas, incluindo frases como: “E aí, como está a bebê?”, o que lhe causa temor.
A decisão foi proferida pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO), e impõe restrições aos investigados, incluindo a proibição de aproximação em um raio de 1.000 metros, qualquer tipo de contato, seja por mensagens ou redes sociais, e a frequência a locais onde a vítima menor e seus familiares estejam. O descumprimento da medida poderá resultar na decretação de prisão preventiva.
A principal suspeita, Nataly Helen Martins Pereira, confessou o crime e permanece presa preventivamente. Outros investigados, Christian Albino Cebalho de Arruda, Aledson Oliveira da Silva e Cícero Martins Pereira Junior, foram liberados, mas continuam sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Ao deferir as medidas, a magistrada enfatizou a necessidade urgente de proteção, considerando os riscos enfrentados pela avó e pela criança. “Mostra-se evidente a possibilidade de que tais fatos, ou mesmo outros mais graves, possam ser praticados”, pontuou a juíza.
Família pede Justiça
Familiares e amigos da adolescente Emelly Beatriz Sena, de 16 anos, brutalmente assassinada no dia 12 de março, se reuniram no dia 22 de março, no Parque das Águas, em Cuiabá, para um ato em busca de justiça. Com cartazes nas mãos, os participantes expressaram sua indignação e revolta, cobrando respostas das autoridades.