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Política Sábado, 05 de Abril de 2025, 18:31 - A | A

Sábado, 05 de Abril de 2025, 18h:31 - A | A

VEJA VÍDEO

Abandonada pelo Estado desde 2023, demolição de escola gera bate-boca entre vereadores de VG

A origem do conflito é a falta de transparência quanto à demolição de escola

Edina Araújo/VGN

Um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp neste sábado (05.04) mostra um bate-boca entre os vereadores de Várzea Grande, Gisa Barros (PSB) e Wendel Madureira (Republicanos), durante uma visita à Escola Municipal Nadir de Oliveira.

A confusão teve início após denúncias de moradores e professores sobre a demolição de parte da unidade escolar, supostamente realizada sem planejamento adequado e sem medidas mínimas de segurança, segundo relatos.

Nas imagens, é possível perceber que a situação fugiu do controle. A vereadora Gisa Barros exige explicações sobre a obra iniciada na escola, ressaltando que uma pessoa chegou a cair do telhado e questionando a ausência de informações por parte da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Obras. “Fizeram a demolição sem planejamento. Já teve gente que caiu do telhado”, denunciou Gisa, em tom indignado.

O vereador Wendel Madureira tenta se defender, negando qualquer envolvimento direto na demolição. No entanto, Gisa insiste que ele tinha conhecimento da intervenção, chegando a apresentar fotos de trechos da estrutura já demolidos.

O embate se intensifica quando a vereadora acusa o colega de utilizar informações privilegiadas: “Nem o secretário da pasta de Obras sabia disso. E aí, Wendel, quem sabia? Informações privilegiadas, né, meu filho? Aí é diferente”, disparou.

Wendel rebate as acusações, e a discussão se torna ainda mais acirrada, com troca de farpas e ofensas veladas. Em um momento de maior tensão, Gisa chega a pedir que o vereador “tire a mão da minha cara”, evidenciando o clima hostil entre os parlamentares.

A origem do conflito é a falta de transparência quanto à obra realizada na escola e nas divergências entre os vereadores sobre o conhecimento prévio e a responsabilidade pelas intervenções.

Demolição da escola
A demolição da Escola Municipal Nadir de Oliveira está paralisada desde janeiro de 2023, após a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) transferir os alunos da Escola Militar Tiradentes Tenente-Coronel PM Louirson Rodrigues Benevides, localizada no Jardim Glória, para as instalações da antiga Escola Licínio, no centro de Várzea Grande.

Embora a Seduc tenha anunciado, ainda em 2022, a fase de elaboração do projeto de reforma, há quase três anos após a transferência, não houve atualizações significativas sobre o andamento da obra. A vereadora Gisa Barros (União) tem sido uma das principais críticas em relação ao abandono da escola.

O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chegou a anunciar a construção de uma nova unidade escolar no Jardim Glória, com 22 salas de aula, nova quadra esportiva e piscina. No entanto, até o momento, o projeto não saiu do papel.

A reforma da Escola Estadual Militar Tiradentes Tenente-Coronel Louirson Rodrigues Benevides (antiga Nadir de Oliveira), situada no Jardim Glória, segue abandonada, coberta pelo matagal e servindo de esconderijo para criminosos. Orçada em mais de R$ 3 milhões, a obra enfrenta novos atrasos após a empresa contratada não cumprir o contrato firmado.

A intervenção teve início ainda com os alunos em aula. Contudo, devido a problemas com a execução da reforma, os estudantes foram transferidos para o prédio da Escola Licínio Monteiro da Silva, que anteriormente abrigava as Diretorias Regionais de Educação (DREs), na Rua Pedro Pedrossian, Jardim Aeroporto, em Várzea Grande.

Em abril, moradores próximos à escola relataram à imprensa sua indignação com o estado de abandono do prédio. À época, a reportagem tentou contato com a assessoria da Seduc, mas não obteve retorno.

A empresa Somave Construtora LTDA era a responsável por concluir a obra no prazo de 12 meses, com valor contratual de R$ 3.699.221,37. No entanto, em 26 de maio, a Seduc emitiu uma ordem de paralisação de todos os serviços vinculados ao contrato nº 048/2022, devido à inexecução do contrato, conforme publicação no Diário Oficial do Estado (Iomat).

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