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VGNJUR Quarta-feira, 25 de Outubro de 2023, 08:34 - A | A

Quarta-feira, 25 de Outubro de 2023, 08h:34 - A | A

R$ 150 mil

STF nega pedido de fazendeiro para anular TAC por morte de onça-pintada no Pantanal

O TAC previa o pagamento de R$ 150.000,00, divididos em 30 parcelas de R$ 5.000,00.

Rojane Marta/ VGNJur

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, negou seguimento a uma reclamação proposta pelo fazendeiro Benedito Nedio Nunes Rondon contra o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Estadual de Mato Grosso. O TAC tinha como objetivo a indenização por dano moral coletivo decorrente da morte de uma onça-pintada, um animal silvestre em extinção, ocorrida na região do Pantanal de Poconé.

O TAC previa o pagamento de R$ 150.000,00, divididos em 30 parcelas de R$ 5.000,00. Benedito Nedio Nunes Rondon alegou que o Ministério Público Estadual não teria competência para formalizar o TAC, uma vez que a ação relacionada a crimes contra animais silvestres em extinção seria de competência da Justiça Federal.

O fazendeiro argumentou que o Supremo Tribunal Federal já se posicionou anteriormente no sentido de que a competência para processar e julgar crimes contra animais silvestres em extinção seria da Justiça Federal, especialmente quando houvesse interesse direto da União, de suas autarquias ou empresas públicas. Ele citou como precedente o Habeas Corpus (HC) 121.681/RS, que teve a ministra Rosa Weber como relatora.

Entretanto, o ministro Cristiano Zanin entendeu que o precedente invocado pela defesa não atendia aos requisitos necessários para o conhecimento da reclamação constitucional. Ele ressaltou que o precedente em questão produziu efeitos apenas entre os sujeitos envolvidos no processo específico e não possuía efeito vinculante nem eficácia erga omnes.

Portanto, o ministro negou seguimento à reclamação de Benedito Nedio Nunes Rondon, conforme o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Com essa decisão, o TAC formalizado com o Ministério Público Estadual permanece válido.

A morte da onça-pintada, que atendia pelo nome de Queixada e era uma das sobreviventes dos incêndios no Pantanal em 2021, foi amplamente divulgada nas redes sociais, após um vídeo viralizar mostrando o fazendeiro brincando com o animal já morto.

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