por Rojane Marta/VG Notícias
A declaração do vereador por Várzea Grande, João Madureira (PSC), de que é contra as manifestações e de que a polícia deveria “descer o cacete” nos manifestantes que fazem vandalismo durante os protestos, revoltou integrantes do manifesto e a população várzea-grandense.
Na sexta-feira (21.06), no primeiro manifesto realizado na cidade, um grupo levou cartazes e faixas protestando contra as declarações do vereador. Uma senhora que participava do manifesto - tinha até um coro para o vereador. “Oh Madureira eu to aqui, vem aqui descer o porrete em mim” cantarolava.
Entenda – Durante a sessão da última quarta-feira (19.06), Madureira subiu na tribuna para expressar sua opinião referente aos manifestos que ocorrem em todo o país. No entanto, o vereador chamou a manifestação de “bagunça” e disse acreditar que a maioria dos manifestantes “são uns baderneiros”.
Madureira não se atentou que o povo está indo para as ruas para protestar contra a corrupção - e os altíssimos investimentos em estádios ao invés de investir em saúde e Educação. Para o vereador, os manifestantes estão brigando por causa de 0,20 centavos da passagem de ônibus coletivo, e por isso, ele criticou o movimento.
Ele afirmou que muitos integrantes do grupo se dizem estudantes, porém, vão para a Universidade Federal de bermuda, sem caderno e com cigarro de maconha. Essa declaração irritou o vereador Fábio Saad (PTC), que pediu uso da palavra para contestar o colega de parlamento.
Saad defendeu as manifestações e ainda, perguntou se Madureira estava se referindo a ele quando falava dos estudantes usar maconha, e disse que na época em que estudava na UFMT, usava cabelos compridos e também usava maconha. Em resposta, Madureira disse “se a carapuça serviu”. Confira:
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