O staff do governador Silval Barbosa (PMDB) parece que não está agradando o Legislativo Mato-grossense. O deputado e presidente da Assembleia, Romoaldo Júnior (PMDB), deixou a liderança do governo na Casa - por conta de descontentamento com o secretário Chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf. Romoaldo fez questão de frisar que Nadaf não tem palavra.
Romoaldo lamentou a falta de respaldo de Pedro Nadaf aos deputados - e disse que sem sintonia com a Casa Civil é impossível atuar como líder do governo. Ele destacou que com os antecessores de Nadaf o relacionamento era harmonioso e havia respaldo.
Já o deputado José Riva (PSD), criticou a ausência dos secretários de Estado no interior para conhecer os principais problemas dos municípios.
De acordo com o parlamentar, alguns membros do staff do governo do Estado não visitaram mais que dez municípios no tempo em que estão à frente das secretarias.
“É mais fácil falar com o governador Silval Barbosa (PMDB) do que com determinados secretários ou assessores. Alguns são endeusados e ouso a dizer que tem titular de pasta que não visitou mais de dez municípios do Estado”, criticou Riva, em entrevista a uma emissora de Rádio da Capital.
Ele disse que a crítica não é generalizada e destacou o trabalho que o ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Meraldo de Sá, secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura, vêm realizando a frente da pasta em pouco mais de cinco meses.
“Merado está há cinco meses no cargo e deve ter visitado cerca de 80 municípios, enquanto outros que estão a mais tempo nas secretarias estiveram poucas vezes nas bases ouvindo os anseios da população”, advertiu.
Ao argumentar que o chefe do Executivo é acessível, Riva justificou que também cabe as secretarias finalísticas estarem mais presentes da população.
“O governador precisa colocar os gestores para ir à base, conversar, saber as dificuldades para atuar. O governo do Estado tem um secretariado ausente, com algumas exceções”, avaliou.
Riva disse que o governo do Estado deve ampliar o diálogo com os servidores públicos. “É interessante abrir a linha de contato com todos os segmentos, ampliar a agenda para fugir do ‘feijão com arroz’. O diálogo entre o governador e deputados é bom, mas tem prefeitos que reclamam da falta de atendimento”. (Com assessoria).
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