O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), assinou o Decreto n.º 10.044/2024, na tarde desta quinta-feira (08.02), o qual cria uma comissão para realizar auditoria junto ao Hospital Municipal São Benedito, com objetivo de apurar a causa do aumento de mortes no período de 15 de março a 31 de dezembro de 2023, durante a Intervenção Estadual, em relação ao mesmo período em 2022 na gestão Emanuel Pinheiro. Confira decreto
Conforme consta do decreto, farão parte da comissão, o secretário de Saúde, Deive Alessandro Teixeira, o diretor de Vigilância e Saúde, Benedito Oscar Fernandes de Campos, a coordenadora Técnica da Vigilância Epidemiológica, Valéria Benedita Santos de Oliveira e Pioter Antonio Gomes Ferreira, gestor Assistencial do Hospital São Benedito.
A auditoria deverá apresentar relatório completou quanto aos munícipes que foram a óbito após darem entrada no Hospital São Benedito, motivo do encaminhamento para a unidade, estado de saúde em que chegaram, tempo de permanência, patologia e causa da morte, bem como se houve qualquer conduta dolosa ou culposa.
Há sete dias, o chefe do Palácio Alencastro, criticou a gestão da intervenção estadual e alegou que recebeu uma herança de caos, que está em um relatório de mais de 500 páginas entregue pelo secretário Deiver Teixeira.
Entre as denúncias, a mais grave apresentada pelo prefeito é o aumento de 87% nas mortes no Hospital São Benedito. Ele classificou os gestores da intervenção como “nazistas cuiabanos” em razão das transferências irregulares. Leia matéria relacionada - Emanuel denuncia aumento de mortes no São Benedito e chama interventores de “nazistas”
Após as denúncias do prefeito da Capital, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, realizou nesta quinta (08) uma vistoria no Hospital São Benedito. Conforme o conselheiro, a informação está incorreta e destaca que a gestão municipal precisa responder porque morreram 100 pessoas, no período em que o hospital estava sob sua gerência. Leia mais - Presidente do TCE desmente aumento de mortes, mas reconhece falhas na regulação realizada pelo Estado
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