Com o nome frequentemente ventilado para disputas eleitorais em 2026, o senador Jayme Campos (União Brasil) mantém cautela ao tratar de seu futuro político. Em entrevista concedida ao , nesta quarta-feira (02.04), em Brasília, o veterano político descartou qualquer definição imediata sobre uma eventual candidatura e defendeu a importância do diálogo partidário e da construção coletiva: “Não estou preocupado, neste instante, em definir o que será de Jayme Campos em 2026.”
Cogitado para concorrer ao Governo de Mato Grosso, à reeleição no Senado ou até mesmo à Prefeitura de Várzea Grande, em caso de eleição suplementar, Jayme afirmou estar focado em seu atual mandato. Ressaltou que sua prioridade é a formulação de projetos de lei e a destinação de recursos aos municípios mato-grossenses. “
Faço política porque gosto, mas não por interesse pessoal. Política não é balcão de negócios. Isso não é a minha praia, enfatizou
Crítica ao personalismo e defesa do fortalecimento partidário
Diferentemente do que pensa o governador Mauro Mendes (União), sobre os partidos políticos no Brasil, Jayme Campos afirmou que partido é coisa séria. “Partido é coisa séria. Nunca mudei de legenda. Infelizmente, no Brasil, muita gente criou partido apenas para negociar tempo de televisão, se beneficiar eleitoralmente ou fazer um balcão de negócios”, criticou.
Ao comentar os rumores sobre o vice-governador Otaviano Pivetta como possível sucessor de Mauro Mendes, Jayme adotou tom diplomático. Salientou que o apoio manifestado por Mendes é “pessoal” e ainda não representa uma decisão oficial do União Brasil.
“O União Brasil é um partido, tem que ser ouvido. Será necessário diálogo, respeito aos aliados e construção de alianças sérias. Ninguém constrói uma candidatura sem o apoio de fortes aliados — sejam vereadores, deputados estaduais ou federais —, além do respaldo da população mato-grossense e de uma proposta consistente”, ponderou.
"Minha candidatura ao Senado é natural"
Apesar de evitar antecipar qualquer decisão, o senador não descartou disputar a reeleição. “Ser candidato ao Senado é algo natural. Já sou senador, é um movimento normal. Quanto à candidatura ao Governo, se eu sentir que é o momento oportuno, já está comprovado que tenho capacidade — fui governador, senador duas vezes e três vezes prefeito. Todavia, neste instante, não há preocupação quanto às perspectivas de Jayme Campos para 2026”, argumentou.
Jayme, porém, reforçou que não tem pressa e que seu foco está em pautas nacionais, como a possível formação de uma federação entre União Brasil, PP e outros partidos. “Estamos aguardando a definição de pendências em estados como a Paraíba, onde existem disputas internas. Tudo precisa ser acordado. No fim, o que importa é ter respaldo popular e alianças sólidas para disputar em igualdade de condições.”
Crise em Várzea Grande preocupa: “Quem sofre é a população”
Ao ser questionado sobre o cenário político em Várzea Grande, Jayme demonstrou preocupação com os desentendimentos entre a prefeita Flávia Moretti e o vice-prefeito Tião da Zaeli, ambos do PL. “Quem está sendo prejudicada é a população. A cidade precisa de paz, harmonia entre os poderes e investimentos para crescer”, avaliou.
O senador também comentou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIGE), movida por União Brasil e MDB contra a chapa eleita, envolvendo denúncias de caixa dois e fake news. “Confio no Ministério Público. A Justiça está apurando tudo com transparência e respeito à Constituição. O próprio vice-prefeito admitiu, publicamente, irregularidades”, afirmou.
Eleição suplementar: “Nenhuma chance”
Diante da possibilidade de uma eleição suplementar no município, Jayme foi categórico ao descartar sua candidatura ou a de sua esposa, Lucimar Campos, ex-prefeita da cidade. “Zero chance. Nem eu, nem minha esposa. Ela já cumpriu sua missão com sucesso. Se houver nova eleição, espero que surjam bons nomes e que a cidade tenha boas opções nas urnas.”
Mesmo evitando antecipar decisões, Jayme Campos deixou claro que continua atuante nos bastidores políticos. Com discurso de respeito às instituições e valorização do processo coletivo, aposta em alianças fortes e no respaldo popular como elementos centrais para qualquer decisão futura. “Não sou criança na política. Faço com altivez e grandeza, mas, acima de tudo, com respeito aos aliados e à confiança do povo de Mato Grosso”, finalizou.
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