O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sugeriu ao Consórcio BRT o fechamento total da avenida do CPA para agilizar as obras de infraestrutura em andamento na capital.
“Vamos fechar a avenida do CPA para que vocês concluam as obras o mais rápido possível. Não quero obstáculos. Ficamos com uma pista e deixamos duas exclusivas para o maquinário do consórcio. O que temos visto nos últimos meses, pelas câmeras as quais temos acesso, é a empresa parada”, afirmou Brunini, na tarde desta quarta-feira (02.04), durante audiência extrajudicial na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, para discutir os impactos na mobilidade urbana das obras de infraestrutura em andamento na Capital.
Em entrevista à imprensa, o prefeito demonstrou confiança na retomada das obras, destacando que o consórcio apresentou um novo cronograma.
Preocupação com a recomposição do asfalto
Questionado sobre a preocupação com a recomposição do asfalto, que deverá ser feita em “retalhos e trechos”, Brunini explicou que a pressa para encerrar o contrato pode ter levado a essa decisão. Segundo ele, a empresa teria incluído algumas ações remanescentes para viabilizar um acordo compensatório.
“Eles mencionaram que essa era a solução para encerrar o contrato. Provavelmente, foi feito um acerto para suspender a continuidade dessa empresa, que já não estava prestando um bom serviço e vinha sendo alvo de críticas. Além disso, há o desejo do governador Mauro Mendes de interromper o contrato com essa empresa”, pontuou o prefeito.
Apesar de considerar o modelo de recomposição asfáltica inadequado, Brunini acredita que o governo estadual poderá investir na fresagem, raspagem e repavimentação em uma etapa futura, durante outro processo licitatório.
“Neste momento, o governador provavelmente quer apenas encerrar o contrato com essa empresa”, concluiu.
MP busca minimizar impactos das obras
O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, que conduziu a audiência, afirmou que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) não pretende interferir no andamento das obras, mas busca minimizar os impactos à população.
“Queremos garantir que os transtornos sejam reduzidos. A população precisa ser informada com antecedência sobre rotas alternativas quando o trânsito for interrompido, assim como os comerciantes devem saber quando suas ruas serão fechadas”, detalhou Carlos Eduardo.
Entre as decisões da reunião, o promotor destacou a necessidade de melhorar a comunicação sobre as próximas intervenções e discutir mudanças nos horários de entrada e saída de alguns setores do funcionalismo público durante o período das obras.
“Também será debatida a intensificação da fiscalização em horários de pico, especialmente para coibir o tráfego de caminhões pesados em horários proibidos. O objetivo é trazer mais organização a esse processo”, finalizou o promotor.
Leia também - Avalone defende lei dos agrotóxicos: “Já era prática em MT”
Entre no grupo do VGNotícias no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).