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VGN AGRO Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 14:50 - A | A

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recordes de produção

Brasil consolida posição como “supermercado do mundo”, afirma ministro

Fávaro exalta agro nacional e defende soberania diante de pressões internacionais

Edina Araújo & Lucione Nazareth/Direto de Brasília

Em um discurso marcado por otimismo, reconhecimento aos produtores e uma defesa contundente da soberania nacional, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou o protagonismo do Brasil no cenário agropecuário mundial. O pronunciamento ocorreu nesta quarta-feira (02.04), em Brasília, durante evento com representantes da empresa Syngenta, parlamentares e lideranças do setor. Na ocasião, Fávaro celebrou os avanços da produção rural brasileira e reafirmou o compromisso do país com a sustentabilidade e a inovação no campo.

“Estamos na iminência de finalizar a maior de todas as safras brasileiras”, afirmou o ministro, ao mencionar o volume superior a 1,2 bilhão de toneladas produzidas, englobando grãos, carnes, frutas, cana-de-açúcar e hortifrutigranjeiros. Para ele, o resultado consolida o Brasil como “o grande supermercado do mundo”.

Mesmo diante de incertezas globais, Fávaro afirmou que o país vive um momento especial, consolidando-se como referência em produtividade, responsabilidade ambiental e uso de tecnologias modernas. Destacou, ainda, a recuperação de áreas degradadas — entre 1,5 milhão e 2 milhões de hectares por ano — e o uso crescente de práticas inovadoras, que colocam os produtores brasileiros entre os mais eficientes do planeta.

Outro ponto de destaque foi a abertura de 345 novos mercados internacionais para os produtos da agropecuária brasileira, nos dois primeiros anos do governo Lula.

"Vivemos um momento de oportunidades que antes sequer imaginávamos ser tão grandiosas. Só na última semana, por exemplo, obtivemos a abertura do mercado de carne bovina para o Vietnã — país cuja demanda gira em torno de 300 mil toneladas por ano, o que pode gerar uma receita aproximada de 10 bilhões de reais. E não para por aí: também avançamos na exportação de algodão para o Egito e na valorização do DDG, dentro da matriz energética mais eficiente do mundo", destacou o ministro.

Em tom firme, o ministro também defendeu a imagem do produtor brasileiro e criticou tentativas de impor barreiras comerciais sem reciprocidade. “Que não venham apontar o dedo para os produtores brasileiros. Que haja respeito. Vamos negociar com altivez e soberania”, declarou, em referência a legislações ambientais externas, como a da União Europeia.

Fávaro citou ainda a Plataforma Águia – Brasil Mais Sustentável, lançada no final de 2024, como uma resposta concreta e transparente às exigências do mercado internacional. Segundo ele, a iniciativa, construída com o apoio de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), visa valorizar as boas práticas já adotadas pelos produtores brasileiros.

"Com a consolidação do etanol de milho e a abertura do mercado de DDG para sete países, garantimos o fluxo comercial, aprimoramos a formação de preços no Brasil e promovemos uma maior integração das nossas cadeias produtivas. E tudo isso está sendo feito com responsabilidade: respeitando o meio ambiente e adotando boas práticas sociais. Por essa razão, o Ministério da Agricultura lançou, no final do ano passado, a plataforma Águia – Brasil Mais Sustentável, que, longe de representar um ônus para os produtores, tem como objetivo apoiar e fortalecer ainda mais o setor".

Ao encerrar sua fala, o ministro convocou todos os setores do agronegócio a se unirem em torno da COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). “Independentemente de sigla ou ideologia, o partido aqui é a Agropecuária Brasileira: forte, pujante e eficiente. Na COP30, não seremos vidraça; seremos a vitrine de um Brasil que tem muito a ensinar ao mundo”, concluiu.

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