A senadora do Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (União), pré-candidata à Presidência da República, disse que votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a “mesma coisa que uma mulher que sofreu violência doméstica em dois casamentos decidir voltar para o 1º marido”.
“Você sabe aquela mulher que apanha do marido, aí consegue se separar dele. Aí, ela casa com outro. Aí, ela apanha, é xingada, leva pontapé. Aí, ela resolve se separar desse 2º marido para voltar para o 1º marido. Essa mulher não pode ser o Brasil! A gente tem que dar uma opção para o brasileiro. E sinto muito a gente está dando essa opção a quem quiser, e tiver responsabilidade, porque não adianta reclamar depois”, disse Thronicke em entrevista ao site Poder 360.
Na entrevista, a pré-candidata foi categórica ao afirmar que não colocou seu nome na disputa “apenas para cumprir tabela”, e que estará em um eventual segundo turno, seja com Bolsonaro ou Lula.
“Nós estaremos em um eventual segundo turno e vamos aceitar apoio de quem quiser nos dar. Se um candidato ou outro quiser nos apoiar, iremos aceitar. Eu não estou aqui apenas para participar ou para cumprir tabela como muitos têm dito. Sabemos inúmeros casos de presidentes que até agosto do ano que foram eleitos não eram conhecidos. Então, para gente isso não é importante. Vamos disputar com a mesma paridade e aí vamos ver quem chega”, declarou a senadora.
Soraya lembrou que em 2018 quando foi eleita para o Senado em Mato Grosso do Sul [ao obter 373.712 votos], também era conhecida no seu Estado e que foi na onda bolsonarista.
“Eu não era conhecida em 2018. […] Fomos todos nessa onda anti-PT, em que muita gente embarcou, e aconteceu o que aconteceu. Portanto, a gente sabe que tudo vai depender agora dessa campanha. Ninguém pode prever nada. O jogo não está combinado e nem marcado. O jogo nem começou”, finalizou.
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