O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, confirmou ao oticias que por enquanto, apenas tratativas estão sendo realizadas com a empresa Dígitro Tecnologia Ltda para auditoria no sistema Guardião (Sistema de escutas), e sem previsão para iniciar os trabalhos.
“Não iniciou nada ainda, somente as tratativas. A gente quer o mais rápido possível, depende de algumas questões burocráticas”, disse.
Mas, sobre uma possível busca e apreensão no gabinete dos promotores acusados de fazer “barriga de aluguel e verbas secretas”, ele disse que cabe ao corregedor-geral do MP, procurador de Justiça Hélio Fredolino Faust, decidir a questão, pois tem autonomia nas investigações.
“O corregedor tem sua autonomia para fazer o que quiser, esta é a função dele e não precisa pedir licença para mim”, pontuou.
Segundo fonte do oticias integrantes da empresa terão que passar alguns dias no Gaeco – Grupo de Atuação Especial Cintra o Crime Organizado, para avaliar as placas do sistema. Vale ressaltar que não foi detalhado o formato da auditoria, o equipamento usado pelo Gaeco foi adquirido em dezembro de 2006, ao custo de R$ 413 mil.
Durante depoimento dos militares envolvidos nos casos dos grampos ilegais, que aconteceram nos dias 16 de 17 de julho, perante a 11ª Vara da Justiça Militar, foi citado esquema de barriga de aluguel e verbas usadas secretamente, que envolvem procuradores e promotores do Ministério Público.
O MP, por meio do Núcleo de Ações de Competência Ordinária – Naco Criminal, instaurou nove procedimentos investigatórios, com objetivo de apurar denúncias reveladas em depoimentos dos militares.
Citados nos depoimentos dos militares estão: os promotores Samuel Frungilo, Marcos Regenold Fernandes, Marcos Bulhões dos Santos, Marco Aurélio de Castro e o ex-procurador-geral Paulo Prado.
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