O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou nesta semana ser favorável à isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais, apesar de reconhecer que a medida impactará negativamente a arrecadação estadual. Mendes alertou que, sem uma compensação efetiva do governo federal, o prejuízo maior será do próprio governo e, por consequência, do cidadão brasileiro.
"A preocupação existe, mas sou favorável à isenção. Quem vai ser mais prejudicado, se não houver compensação, é o governo federal. Ele já está pagando por isso, e o brasileiro também. Erros do governo federal quem paga a conta é o cidadão", disse Mauro Mendes.
Questionado sobre a possibilidade de zerar o ICMS da cesta básica, o governador descartou a medida sem contrapartidas claras do governo federal. Segundo ele, o Estado já promoveu uma redução significativa de impostos. “Mato Grosso tem hoje o menor ICMS de todos os estados brasileiros. Não pedi compensação porque não acredito que virá. Seria perda de tempo", pontuou.
Mauro Mendes também criticou uma sugestão do vice-presidente Geraldo Alckmin, que propôs retirar energia elétrica e alimentos do cálculo da inflação oficial para reduzir artificialmente os índices inflacionários. O governador avaliou que soluções desse tipo são superficiais e não resolvem a raiz do problema.
“Inflação não se controla com passe de mágica ou medidas populistas. O que faz a inflação cair é um rígido controle fiscal, com o governo gastando menos do que arrecada, mostrando responsabilidade com o dinheiro público. Isso não está acontecendo, e por isso os juros estão subindo”, criticou.
Por fim, o governador afirmou que medidas econômicas responsáveis são necessárias para evitar que o país continue afundando. “Não adianta reduzir o Imposto de Renda se a inflação corroer o salário do trabalhador. Precisamos de medidas sérias e duras, mas responsáveis, ou o Brasil continuará afundando, como tem acontecido nos últimos anos”, concluiu Mendes.
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