V.H.C., de 23 anos, acusado de assassinar Antônio Barros, servidor da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, foi condenado nesta quinta-feira (27.02) a 23 anos de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de 20 dias-multa.
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O crime ocorreu em 16 de setembro de 2024, no bairro Jardim Paula II, ao lado da Igreja São Cristóvão, onde a vítima foi encontrada morta dentro de sua residência.
A sentença estabelece que 20 anos da pena deverão ser cumpridos conforme a regra de progressão para crimes hediondos, enquanto os três anos restantes seguirão regime distinto, conforme o artigo 112, inciso VI, alínea “a”, da Lei de Execução Penal.
Investigação e motivação do crime
A vítima foi encontrada sem vida após sua cunhada estranhar sua ausência no trabalho. Ao ir até a residência, ela descobriu o corpo e acionou as autoridades.
Durante o julgamento, a defesa alegou que o crime teria sido motivado por uma suposta dívida decorrente de uma relação sexual entre o réu e a vítima, além do furto de alguns pertences. No entanto, essa versão foi rejeitada pela Justiça, que destacou evidências de que a casa de Antônio Barros apresentava sinais claros de busca por bens de valor, com gavetas reviradas – o que reforçou a tese de latrocínio (roubo seguido de morte).
“Para a conclusão quanto ao dolo, é relevante apontar que a perícia no local do crime não deixa dúvidas de que a residência do ofendido apresentava sinais de busca por objetos de valor, com gavetas reviradas”, cita a decisão judicial.
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil, com o apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pela análise do local do crime.
Premeditação e condenação
Durante o julgamento, a acusação demonstrou que o homicídio foi premeditado e cometido com a intenção de roubar os pertences da vítima, incluindo sua carteira, motocicleta e capacete.
Com a condenação, o réu deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, seguindo as normas da Lei de Execução Penal.
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