Um bebê de 14 dias engasgou com leite materno e foi salvo por um operador de tráfego da Rota do Oeste na última semana na BR-163, em Juscimeira (157 km de Cuiabá).
O pequeno João Gael já não respirava quando a mãe e a tia da criança buscaram socorro na base do Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU) por volta das 21h. O sentimento de alívio só foi possível graças a Weltton Siqueira, 29 anos.
A mãe Tainara Rodrigues Candido, 20 anos, conta que mora em Juscimeira, mas estava na casa de sua mãe, no distrito de Santa Elvira, que fica a cerca de 20 km de distância de sua residência. Ela relata que o incidente quando ela estava se preparando para dormir.
“Eu dei amamentei ele, fiz arrotar e deitei ele na cama, do meu lado. Foi tudo muito rápido, quando percebi ele já estava roxo”, diz. A mãe do recém-nascido conta que não é a primeira vez que a família presencia uma situação deste tipo. “O neném da minha irmã engasgou com 7 meses de vida. Corremos para o hospital, mas ele não resistiu”, relata.
Diante da situação, ela diz que o pânico tomou conta e que a avó da criança sugeriu que levassem o bebê para a base da Concessionária. “Minha mãe já falou ‘corre para a Rota do Oeste’. Foi o primeiro lugar que veio na nossa cabeça”.
Siqueira conta que estava jantando, em seu intervalo no trabalho, quando as duas moças chegaram com o bebê. O operador de Tráfego exerce função diferente do socorrista, por isso ele solicitou o apoio médico imediatamente. “Quando eu vi o funcionário, eu gritei ‘salva meu filho!’.
Em seguida ele já chamou a ambulância e pegou o neném da minha mão”, diz Tainara. As viaturas de resgate estavam empenhadas em atendimentos clínicos, então ele acionou o Centro de Controle Operacional (CCO) e pediu prioridade no atendimento da ambulância mais próxima. “Elas chegaram desesperadas, pedindo para que salvassem a criança. O neném estava bem roxo, mole e eu vi que ele não estava respirando. Acionei o socorro, mas percebi que algo precisava ser feito naquele momento”, conta o operador.
O integrante relata que pegou a criança e começou a dar tapas em suas costas, para que ele desengasgasse, até a chegada da equipe médica. A mãe da criança diz que conseguiu perceber o momento em que o filho voltou a respirar. “Foi um alívio quando eu vi que ele estava deixando de ficar roxo”, acrescenta Tainara.
A pesquisa de satisfação do usuário da BR-163/364 mostra que Siqueira teve 22 elogios pelo atendimento prestado entre 2019 e 2020.
“Em diversas situações eu procuro auxiliar como posso para que os socorristas não precisem tirar o foco do atendimento. Ajudo buscando equipamentos que precisam, ou a levantar a maca etc. O intuito é ter atenção total em quem está sendo atendido”, diz Siqueira. O pequeno João Gael ainda foi examinado pela equipe da BRVida e não houve necessidade de encaminhamento para uma unidade hospitalar. Depois do susto, ele pôde voltar para casa em segurança
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