A Câmara de Várzea Grande rejeitou unanimidade durante sessão ordinária desta terça-feira (1º.04), a denúncia do presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRMMT), Diogo Leite Sampaio, para instauração do processo disciplinar contra o vereador Kleberton Feitoza Eustáquio, conhecido como Feitoza (PSB) com vistas à cassação do mandato do parlamentar.
Na denúncia, o presidente do CRM-MT acusou o parlamentar de adotar abordagens agressivas contra profissionais de saúde do sexo feminino nas unidades de atendimento. Segundo ele, a conduta do vereador evidencia um padrão de comportamento caracterizado como "machismo estrutural e abuso de autoridade direcionado a servidoras do setor da saúde".
A denúncia foi lida na primeira sessão pela primeira-secretária da Casa, Rosy Prado (União), que demonstrou incômodo com a extensão do documento apresentado pelo CRM-MT.
O vice-presidente da Câmara, Bruno Rios (PL), afirmou em entrevista ao que os parlamentares defendem as prerrogativas dos vereadores na fiscalização das repartições públicas. “Isso está acontecendo em todos os estados. O que queremos é que os médicos permaneçam em seus postos e trabalhem. Se não o fizerem, serão fiscalizados”, ponderou. Ele também ressaltou que, na visão da Casa de Leis, não houve excesso por parte do vereador Feitoza.
Leia matéria relacionada - Presidente do CRM-MT denuncia vereador por postura “machista e autoritária” contra servidoras da saúde
Entre no grupo do VGNotícias no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).