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VGNE Terça-feira, 01 de Abril de 2025, 08:54 - A | A

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operação "Agguato 2"

Polícia prende seis palmeirenses suspeitos de emboscada contra torcedores do Cruzeiro

O ataque, ocorrido em outubro de 2024 resultou na morte de um torcedor e deixou outros 15 ferido

Redação/VGN

 A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (1º.05) seis torcedores do Palmeiras, membros da organizada Mancha Alviverde, sob a suspeita de envolvimento em uma emboscada contra cruzeirenses da torcida organizada Máfia Azul. O ataque, ocorrido em 27 de outubro de 2024 na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, resultou na morte de um torcedor e deixou outros 15 feridos.

Segundo informações do G1, a operação, batizada de "Agguato 2" — que significa "emboscada" em italiano — foi conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e envolveu mais de 60 policiais e 20 viaturas. O objetivo era cumprir dez mandados de prisão, sendo nove temporárias e uma preventiva, além de 12 mandados de busca e apreensão.

Ao todo, 26 torcedores da Mancha Alviverde são investigados pelo DHPP por suspeita de envolvimento no ataque. Até dezembro do ano passado, a Justiça havia transformado 20 desses torcedores em réus, sendo que 16 estavam presos e quatro seguiam foragidos. A Promotoria os acusa de homicídio, 15 tentativas de homicídio e incêndio, afirmou a reportagem.

A polícia identificou muitos dos suspeitos por meio de análise de vídeos gravados pelos próprios agressores e divulgados nas redes sociais. As imagens mostram os torcedores utilizando paus, pedras, barras de ferro e rojões para agredir cruzeirenses, além de incendiarem e depredarem ônibus da torcida rival.

Segundo o Ministério Público, o ataque foi motivado por uma vingança devido a um confronto entre torcidas ocorrido em 2022, em Minas Gerais, onde palmeirenses teriam sido agredidos por torcedores do Cruzeiro.

A Promotoria também sugeriu que a Justiça determine o pagamento de uma indenização de R$ 10 milhões, a ser dividida entre os familiares do torcedor morto, as vítimas sobreviventes e a prefeitura de Mairiporã. Até o momento, não houve decisão judicial sobre o pedido.

A Justiça também atendeu a um pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigar um homem ligado a uma torcida organizada do Vasco da Gama, suspeito de envolvimento na emboscada. A Mancha Alviverde possui histórico de relação amistosa com a organizada vascaína, o que levanta questionamentos sobre uma possível colaboração entre torcedores de diferentes estados.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que seguirá monitorando a situação e que um balanço atualizado sobre a operação deve ser divulgado nas próximas horas. (Com informações do G1)

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