O deputado federal e ex- secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP) deve prestar na próxima terça-feira (03.09) esclarecimento sobre as denúncias, que ele (Henry) fez sobre desvio de recursos na Secretaria de Estado de Saúde, hoje comandada por Mauri Rodrigues. A convocação de Henry foi um pedido do presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputado Antônio Azambuja (PP).
Em entrevista coletiva à imprensa, em 12 de agosto, o deputado, que atuou na pasta de Saúde de 2011 a 2012, denunciou que na Secretaria Estadual de Saúde está ocorrendo um desvio de R$ 1,3 milhão por mês. O valor chega aos R$ 15,6 milhões por ano.
De acordo com Henry, o Ministério da Saúde repassa todo mês R$ 2,8 milhões para o Estado, sendo que deste total, apenas R$ 1,5 milhão estaria sendo repassado para investimentos nos atendimentos e cirurgias de alta e média complexidade no Hospital Regional de Sinop. Segundo o deputado, Mauri Rodrigues está usando a verba para bancar despesas em outros setores da saúde pública.
Devido a estas declarações, Henry colocou em “xeque” a forma de administrar a pasta por Mauri e os deputados estaduais resolveram convidá-lo para prestar mais esclarecimentos sobre a denúncia. Na entrevista, Henry garantiu à imprensa que possui todos os documentos que comprovam o desvio dos recursos que está sendo feito na Secretaria.
O deputado Azambuja garantiu que após o deputado federal prestar todo o esclarecimento à Comissão de Saúde, ele deve convocar o secretário Mauri Rodrigues, para ser questionado sobre a denúncia.
É importante frisar que Pedro Henry é o idealizador da gestão via Organizações Sociais de Saúde (OSS) que assumiram unidades públicas de Saúde em Mato Grosso.
Caos na Saúde - O setor da Saúde vem sendo bastante criticado pelos deputados na Assembleia e também pelos pacientes que vem procurando atendimento nas unidades de saúde do Estado e não encontram. Várias prefeituras de Mato Grosso reclamam que os repasses para o setor estão atrasados e que quando o mesmo chega, em muitos casos vem faltando.
O Estado vem deixando de repassar valores até mesmo para as Organizações Sociais de Saúde. Devido a estas dificuldades várias unidades de saúde ameaçam a fechar as portas e outras já fecharam como foi o caso do Hospital Metropolitano em Várzea Grande no mês junho.
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