A prefeita de Várzea Grande, Flávia Maoretti se recusou a conversar diretamente com o vice-prefeito Tião da Zaeli, mas autorizou seu marido, Carlos Araújo, a negociar com Tião questões pendentes, como os compromissos assumidos durante a campanha que ainda não foram honrados.
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Em entrevista nesta terça-feira (25.03), ao , o presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou que Flávia ainda está "muito magoada" e "sentida" com a situação política atual, o que explica sua resistência em estabelecer um contato direto com Tião.
"Ela disse que, neste momento, ainda não gostaria de se sentar com o Tião, mas autorizou o marido a dialogar com ele. Foi um grande avanço, porque antes nem isso era possível", explicou Ananias.
Decisão após reunião estratégica
Segundo Ananias, a decisão foi tomada após uma reunião estratégica com vereadores do partido e com a prefeita, na noite de segunda-feira (24), em que foram apresentadas as diretrizes políticas que o partido deve seguir nos próximos meses.
"Fiz uma reunião com os vereadores do partido, expliquei o básico para eles. Eles entenderam e decidiram dar um voto de confiança à gestão", declarou Ananias, destacando que o movimento tem como objetivo pacificar o ambiente político interno e garantir uma reaproximação entre as lideranças envolvidas.
Condições para o acordo
A reaproximação entre as partes, contudo, não será incondicional. Tião deixou claro que, antes de consolidar qualquer acordo político, quer "colocar os pingos nos is" e resolver os pontos críticos. "Ele quer resolver os pontos principais e, depois disso, deixar a gestão 100% nas mãos dela", revelou o presidente do PL, sinalizando que Tião busca uma definição clara sobre seu papel na administração municipal antes de se afastar das questões políticas.
Sem discussão sobre cargos e indicações políticas
Ananias fez questão de ressaltar que a negociação não envolveu discussões sobre cargos ou indicações políticas na gestão. "Isso é uma questão republicana que eles têm que resolver entre eles. Eu não tratei disso, nem vou entrar nesse mérito", reforçou.
Prazo para pacificação
A expectativa é que o processo de reaproximação dure cerca de 90 dias — período em que as lideranças envolvidas terão a oportunidade de cumprir os compromissos estabelecidos e consolidar uma relação política mais estável. "Se ela cumprir o que foi combinado nesse período, Tião vai se afastar e tratar das próprias questões, deixando a gestão nas mãos dela", afirmou Ananias.
Hipótese de rompimento descartada
Sobre a possibilidade de um rompimento político ou retirada de apoio por parte do PL, Ananias foi enfático ao negar essa possibilidade. "Em nenhum momento houve qualquer fala sobre retirada de apoio. Estamos falando de uma construção política que precisa de maturidade e diálogo", enfatizou.
Para Ananias, o simples fato de as partes voltarem a dialogar já é um avanço significativo. "Para quem não tinha nem condições de conversar, o fato de eles já estarem dispostos a abrir um canal de diálogo é um grande progresso", concluiu.
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