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Artigos Quarta-feira, 26 de Abril de 2017, 15:12 - A | A

Quarta-feira, 26 de Abril de 2017, 15h:12 - A | A

opinião

Um milhão de pessoas ainda podem ser salvas

                                                                                                                                                                               por Alexandre Manzini *

Segundo dados de um estudo publicado pela Nature Communication, um milhão de pessoas deixam de ser alimentadas no mundo por causa de perdas da agricultura com insetos e pragas. Em alguns cultivos, senão tratado da forma adequada, o prejuízo pode chegar a 75% ou até 100% da lavoura. A mesma pesquisa aponta também para um crescimento ainda maior nestes prejuízos, conforme o aumento da temperatura média do planeta.

No Brasil não é diferente. Duas pragas estão preocupando bastante os agricultores nas últimas safras: o percevejo e a mosca-branca. O primeiro, é um incomodo que só faz crescer há anos, gerando prejuízos astronômicos para os produtores. Presente em várias culturas e com diversas espécies, o percevejo é uma dor de cabeça que pode gerar perdas consideráveis.

A mosca-branca não fica atrás. Com incidência em todas as regiões e biomas, esta praga vem se tornando uma preocupação maior a cada safra. A praga já conhecida no hortifrúti e na cultura do feijão vem aumentando agressivamente sua incidência na cultura da soja. Caso ocorra nos primeiros estágios de desenvolvimento da planta, o produtor pode até perder toda a safra.

E os riscos não são somente os já conhecidos. Existem também pragas que ainda não desembarcaram em solo brasileiro, mas que já provocam calafrios nos pesquisadores. A lagarta Chilo partellus é originária do continente asiático, mas já é encontrada no Oriente Médio, na África e Austrália. A praga pode atacar plantações de milho, sorgo, arroz, trigo, cana-de-açúcar, milheto e gramíneas silvestres. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Moçambique, infestações em milho tardio atingiriam 87% das lavouras e geraram estragos em 70% dos grãos.

Para antever e preparar o agricultor para o futuro, o investimento em pesquisas surge como uma das ferramentas. Estudos aprofundados das condições e possíveis alterações podem fazer com que a produtividade se mantenha, mesmo com as adversidades.

Outro fator importante é que estas pesquisas cheguem até o agricultor. Quanto mais entendermos o campo e colocarmos em prática, menor será a incidência e severidade de pragas, o que diminui o custo e aumenta a produtividade das lavouras. Estudos, somados a um manejo integrado de pragas, são a receita ideal para um controle correto de resistência.

Buscando ajudar nesta receita, a UPL do Brasil reuniu entomologistas renomados do Brasil em um grupo denominado Falcon Team. Formado por especialistas das mais diversas culturas e das mais diferentes regiões do país, time busca somar diferentes experiências em busca de respostas conjuntas para um manejo de resistência de pragas. O conhecimento gerado por estes pesquisadores, aliado a novas soluções tecnológicas que possam surgir destes estudos, pode servir de armas para os produtores em questão na batalha para o controle destes insetos que podem comprometer toda a safra.

Visto que a resistência desses patógenos aos inseticidas vem aumentando ano a ano, é necessário que haja novos métodos e tratamentos e novas soluções para o controle de pragas, podendo evitar que um milhão de pessoas deixem de se alimentar. Levar ao produtor soluções de controle de insetos e garantir uma safra que supra a necessidade de consumo é o compromisso do Falcon Team.

* Alexandre Manzini, engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Federal de Uberlândia

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