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Artigos Domingo, 06 de Março de 2022, 23:52 - A | A

Domingo, 06 de Março de 2022, 23h:52 - A | A

João Edisom*

A insanidade da guerra ensina

por João Edisom*

“Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra”, Pablo Neruda

Quantos anos vive um homem para ter a leviandade de abreviar a vida de outros? Compensa ter pensamentos e atos extremistas, acessos de fúria ao ponto de provocar destruição e morte? Pois bem, assistimos a isto todos os dias, inclusive nas relações mais próximas. Por isso os crimes de feminicídio, racismo, sexismo, xenofobia e tantos outros. Para muitos, as fronteiras delineadas pelas suas mentes doentias pertencem apenas àqueles que pensam na mesma linha de suas sandices.

O mundo parou devido a pandemia e um número significativo de pessoas gritaram, e não sem razão, que não poderíamos parar porque a economia precisa funcionar. É dali que vem todo o bem-estar social. O mundo está impactado com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Isso é algo que afeta propositalmente a economia globalizada, o patrimônio construído e a saúde emocional de todos, somado as vidas perdidas.

Sabemos que a força que move muitas pessoas ao poder é ódio. Um mínimo de consulta a histórias das políticas de Estado e veremos que estes sempre levam a sua nação ao caos e os cidadãos a morte. Pessoas atormentadas não possuem ouvidos, pois vivem de suas próprias alucinações, de suas mentiras (Fake News), e seu prazer está mais em machucar do que em curar.

Com leis ruins e pessoas boas no comando ainda é possível ser feliz. Mas com pessoas ruins no poder só é possível sofrer, uma vez que a felicidade de governantes ruins e raivosos está na dor que eles causam nos outros. Não podemos perder de vista que “Liderança e aprendizagem são indispensáveis um ao outro” – John F. Kennedy.

Por tudo isso é muito importante olharmos bem para as nossas escolhas, pois os regimes democráticos possibilitam que sejamos protagonistas na indicação do que eu quero para mim e para minha nação. No Brasil, por algum tempo já, discursos de raiva e ódio tem dado muito voto. Como afirmou Albert Einstein: “O mundo não está ameaçado pelas pessoas más e sim por aquelas que permitem a maldade”.

É fácil eu olhar para o senhor Vladimir Putin, atual presidente da Rússia, e me indignar. Mas não posso esquecer que ele é uma construção de mais de duas décadas de busca de nacionalismo raivoso. Preciso lembrar que ele está no poder máximo do país desde 1999.

O Brasil e o brasileiro têm flertado com pessoas de baixo conhecimento estrutural, extremistas e raivosas, tanto que nas últimas eleições, provocadores, mentirosos, espalhadores de Fake News e valentões de videozinhos tiveram chuva de votos. Este flerte com barraqueiros e extremistas um dia ainda vai nos afundar nas lamas da desgraça. Pior ainda quando religiosos fazem coro em nome das facilitações para seu comércio insano da fé.

O presidente, o governador, o prefeito, o vereador, o deputado, o senador ou qualquer outro cargo representativo em uma democracia existe para ser ocupado por pessoas com capacidade de liderança. E isso passa por empatia, educação, conhecimento de causa, paciência e respeito inclusive com aqueles que porventura pensam diferente. Afinal, o eleito estará no papel de um pai, uma mãe dos cidadãos, dos munícipes ou da nação como um todo. “Cerque-se de gente grande; delegue autoridade; saia do caminho” – Ronald Reagan.

Liderança é ação e não falação ou provocação, muito menos mentoria de fake News para esconder a incompetência. Um líder deve ser um aglutinador, um espalhador de esperança usando a verdade e a ética como ferramenta. Para Abraham Lincoln, “a maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”.

A insanidade da guerra ensina. Que o eleitor aprenda! Afinal, “o desafio da liderança é ser forte, mas não rude; ser gentil, mas não fraco; ser ousado, mas não um valentão; ser humilde, mas não tímido; ser orgulhoso, mas não arrogante; tenha humor, mas sem loucura” – Jim Rohn.

* João Edisom é sociólogo e articulista político

 

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