O Comando da Guarda Municipal (GM) de Várzea Grande apresentou nessa sexta-feira (27.11) o micro-ônibus que auxiliará os agentes no combate e reintegração social de pessoas com dependência química que moram nas ruas do município.
O veículo foi adquirido por meio do programa federal “Crack É Possível Vencer”, em 2013, durante a gestão do ex-prefeito Walace Guimarães (PMDB), no entanto, se encontrava parado no estacionado no pátio da Guarda Municipal, localizado na rua Francisco Lauro, n° 212, bairro Centro Norte, com problemas de documentação e emplacamento. O veículo custou R$ 825 mil e foi pago com verba federal.
Segundo o supervisor da GM, Cristiano Cordeiro, após o novo comando da Guarda Municipal assumir na gestão de Lucimar Campos (DEM) foi resolvido todo o problema burocrático, e hoje o trabalho de combate, prevenção, reabilitação e reintegração social de pessoas usuárias de drogas pode ser iniciado na cidade.
Conforme ele, com o veículo os agentes poderão realizar a “triagem” das pessoas dependentes químicos que vivem nas ruas, e assim encaminhá-las para tratamento médico nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) da cidade, como também no Hospital Adauto Botelho em Cuiabá.
“Iremos fazer essa triagem com esses dependentes químicos, e até mesmo pessoas dependentes da bebida alcoólica, e encaminhar aqueles que tiverem interesse em deixar essa vida, para tratamento médico nos CAPs e no Hospital Adauto Botelho, e depois levar para a desintoxicação nas clínicas de tratamento”, declarou Cordeiro.
Conforme a Guarda Municipal a previsão é que o veículo visite os bairros da cidade, principalmente nas periferias e regiões consideradas com alto índice de usuários de drogas (a exemplo o bairro da Manga), para fazer o acompanhamento dos dependentes.
“Crack É Possível Vencer” – O Programa Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas foi criado para ampliar e integrar as ações voltadas à prevenção do uso, tratamento e reinserção social de usuários de crack e outras drogas.
O programa aponta que os municípios são responsáveis pela execução prática do programa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. No entanto, conforme a denúncia, a aplicação do programa não estaria sendo realizada corretamente por parte da Prefeitura de Várzea Grande.