A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (06.07) em Mato Grosso e outros nove mandados a Operação Catrapo com objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando.
De acordo com a PF, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão temporária, expedidos pela 5ª Seção Judiciária do Mato Grosso, em Várzea Grande, Cuiabá, Poconé e Aripuanã e também nos Estados de São Paulo, Pará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Rondônia e Tocantins. Além disso, foi determinado o sequestro de R$ 40 milhões dos membros da organização criminosa.
Segundo o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Jorge Vinicius Moreira Cruz, as investigações tiveram origem em informações do serviço de inteligência da PF, da Polícia Civil e também do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).
Conforme ele, nas investigações verificou-se atuação de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional que utilizava Mato Grosso como interposto das suas atividades criminosas, se aproveitando da estrutura privada da aviação, assim como de fazendas localizadas no interior do Estado utilizadas para guardar e armazenar substância ilícita proveniente dos Estados vizinhos.
Durante as investigações, foi identificado que a organização criminosa se utilizava de aviões para transportar a cocaína adquirida no Peru e na Bolívia para a Europa, utilizando o estado do Mato Grosso como entreposto. A Polícia Federal interceptou duas toneladas de cocaína e identificou R$ 40 milhões em patrimônio durante a apuração.
O suposto líder da organização era um ex-major da polícia militar do Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, preso no último dia 21 de junho na Hungria em ação de cooperação policial internacional.
“Ao longo das operações a organização adulterava os prefixos das aeronaves, chegando a ter três aeronaves com o mesmo prefixo. Também se verificou tinha estreita relação com apreensão de 1.200 toneladas de cloridrato de cocaína realizado no aeroporto internacional de Fortaleza no Ceará. Se verificou ainda que a organização criminosa era subordinada ao principal traficante da América do Sul na atualidade, preso na Hungria há poucas semanas”, declarou o delegado.
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