O advogado Antônio Valdenir Caliari, de Juína, município localizado a 720 km de Cuiabá, foi preso nesta quinta-feira (27.02) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Caliari foi apontado como um dos líderes das mobilizações e dos protestos de caráter antidemocrático ocorridos em Juína e em Brasília, especialmente nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Durante sua prisão, Caliari declarou que a suposta violação que lhe é imputada seria de responsabilidade do Estado, e não dele. "Eu não sei o que fazer, porque não sou eu quem cuida do sinal de GPS, e as violações ocorreram por falta de sinal de GPS. Então, essa é uma atribuição do Estado, mas estão transferindo essa responsabilidade para mim. Estou à disposição da Justiça".
Ele também afirmou que sua detenção ocorreu exclusivamente em razão da alegada quebra de medidas cautelares relacionadas ao monitoramento por GPS.
Após a prisão, Caliari foi acompanhado por seus advogados, entre eles o presidente da subseção da OAB de Juína, Nader Thomé Neto e o advogado Elio Junior Garcia, que já estavam em Brasília adotando as providências.
Em 8 de janeiro de 2023, Caliari havia feito um discurso inflamado sobre um carro de som durante uma carreata em Brasília, no qual teria incitado atos antidemocráticos.
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