A irregularidade do time no Campeonato Brasileiro não é o único fator que pesa contra a permanência de Mano Menezes no Corinthians em 2015. O salário do treinador, de aproximadamente R$ 600 mil, é alvo de críticas de cartolas ligados à atual administração e também da oposição.
Para parte dos situacionistas, o técnico não justifica a alta remuneração. A avaliação é de que um treinador tão bem pago tem a obrigação de fazer o elenco atual brigar pelo título.
Do outro lado do Parque São Jorge, a oposição nem entra no mérito da qualidade de Mano. Argumenta que, se ganhar a eleição de fevereiro, a primeira coisa que fará é decretar que o clube não pode pagar tanto para seu treinador, seja quem for. Líderes oposicionistas acreditam que não há no Brasil técnico que mereça receber essa quantia. E que não há clube que tenha saúde financeira para desembolsar tanto por um treinador.
A discussão sobre a permanência de Mano esquentou após Mário Gobbi dizer ao Sportv que o clube vai ficar sem técnico entre dezembro e fevereiro, quando acontece a eleição no clube. O contrato de Mano termina em dezembro, e o presidente disse que deixará a decisão sobre renovar ou não para seu sucessor. Segundo informação da TV Globo, porém, Gobbi mudou de ideia e prometeu ouvir os candidatos ao cargo sobre a situação de Mano para tomar uma decisão em dezembro.
A oposição diz que se for chamada para conversar irá recusar o convite. Entende que o futuro de Mano é responsabilidade do atual presidente. Não vai dar palpite.
Entre no grupo do VGNotícias no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).