Durante vistoria na tarde de ontem (22.10) no Pronto-Socorro de Várzea Grande, o juiz da Terceira Vara da Fazenda Pública, Alexandre Elias Filho afirmou que a situação na unidade é sub-humana.
“O que eu constatei aqui será objeto de análise do Poder Judiciário, com a participação do Ministério Público, da Vigilância Sanitária, para que a Justiça possa decidir se vai interditar ou não esse hospital aqui. Porque isto é um descalabro. Nem presídio vive numa condição sub-humana do que nós vimos aqui”, contou.
Conforme a vistoria, 60 pacientes aguardam atendimento nos corredores da unidade. “Nós estamos licitando, com dinheiro em caixa, orçamento, para realizar um investimento de R$ 2 milhões em reforma dentro do Pronto-Socorro”, justificou o secretário municipal de Saúde, Daoud Abdala.
Segundo reportagem da TV Centro América que acompanhou as averiguações, além da falta de ventilação e ar-condicionado em muitos locais, as salas de raio-x, estão com equipamentos defasados, e em uma das salas foi encontrado material químico que não deveria estar lá.
De acordo com o promotor de Cidades, do Ministério Público, Rodrigo Araújo Braga, um relatório deve ser apresentado em 15 ou 30 dias sobre a situação no local. "Primeiro, para forçar o gestor a implementar algumas melhorias aqui. Se isso não for feito, aí sim seria o caso de se interditar”, garantiu.