Cerca de quatro mil operações fraudulentas foram realizadas em Mato Grosso contra a operadora de telefonia móvel “Claro”, segundo investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).
Ontem (16.04) 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residência de funcionários e ex-funcionários de quatro lojas em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a Delegacia, as ações eram realizadas de números ativos, sem o conhecimento do dono da linha para efetuar ligações utilizando um chip virgem.
Segundo a Polícia Civil, foram realizadas cerca de cinco mil operações fraudulentas em todo o Brasil, e chegam a um prejuízo de R$ 2 milhões a telefonia.
A fraude consistia em transferir o número de um cliente ativo da operadora Claro para um chip virgem,que estava em poder de uma terceira pessoa que passava a fazer ligações livremente, geralmente no período noturno e para o exterior. Pela manhã o procedimento era revertido e o celular do cliente voltava a funcionar normalmente. Muitos nem chegavam a reclamavam na operadora, pois a linha retornava a fazer ligações antes que o problema fosse detectado.
De acordo com a Derf, em muitos casos, os valores decorrentes das ligações realizadas pelos terceiros nem eram repassados aos clientes, pois a operadora identificava a fraude e assumia o prejuízo. Mesmo que houvesse reclamação do cliente, o valor era estornado das contas. A empresa acionou a Polícia Civil, após auditoria realizada no sistema identificar os logins utilizados para realizar os procedimentos fraudulentos.
Durante as buscas, os policiais apreenderam computadores, notebooks, celulares e chips, os quais serão encaminhados para a realização de perícia. Os envolvidos no esquema podem responder por furto e também estelionato.
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