Tatiana Sangalli, ex-amante do ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques, foi alvo de interceptação telefônica clandestina pela Polícia Federal, além de ter sido grampeada na modalidade "barriga de aluguel" pelos policiais militares, conhecida em Mato Grosso como “Grampolândia Pantaneira”.
De acordo com as delegadas da força-tarefa, Ana Cristina Feldner e Janira Laranjeira, após um "pente fino" nas escutas ilegais, foi possível identificar que Tattiana tinha sido grampeada pela PF. Em depoimento, em dezembro de 2019, três agentes da Polícia Federal foram ouvidos e confirmaram a “barriga de aluguel”, que segundo eles, teria sido autorizada por um juiz de Cáceres (218 km de Cuiabá), como sendo de um policial.
Os policiais federais revelaram que o pedido de intecepatação teria partido do coronel da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, que também está envolvido nos grampos ilegais no âmbito da Polícia Militar.
As delegadas responsáveis pelo caso dos grampos, Ana Cristina Feldner e Janira Laranjeira enviaram o caso à Polícia Federal, porque não tem competência para processar os agentes federais.
Ainda segundo informações das delegadas, os militares envolvidos nos grampos clandestinos, tentaram envolver policiais civis na “barriga de aluguel”, mas não conseguiram.
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