A empresária Ana Cláudia Flor teria sacado R$ 5 mil da conta conjunta em que mantinha com o marido, para pagar a "entrada" do valor combinado com pistoleiro. Toni da Silva Flor, 38 anos, foi morto a mando da própria esposa, em agosto do ano passado, em frente a uma academia em Cuiabá.
Consta dos autos, que o teve acesso, que a mãe e a irmã da vítima encontraram em demonstrativos bancários, movimentações suspeitas na conta conjunta da empresa.
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Segundo o documento, os extratos revelam valores muito semelhantes com o valor relatado em denúncia anônima. O informante teria dito que o pistoleiro contratado para a execução de Toni Flor teria negociado o valor de R$ 5 mil reais como "entrada" para realizar o assassinato.
Semanas antes do crime, a esposa da vítima, teria sacado através de um cheque esse mesmo valor da conta da empresa que pertencia ao casal.
Em coletiva de imprensa, foi revelado pelo delegado responsável pelo inquérito, que o valor total da execução foi firmada em R$ 60 mil reais. No entanto, de acordo com investigações, esse valor nunca foi pago pela mandante.
Prisão
A empresária A.C.F. foi presa pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em 19 de agosto, suspeita de ter envolvimento na morte do marido, o empresário Toni da Silva Flor, 38 anos.
Além dela, outras duas pessoas foram presas e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a Operação Capciosa.
Segundo fontes, as investigações apontam que Ana pode ser a mandante do homicídio que vitimou o empresário.
Na operação são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Os trabalhos são coordenados pelo delegado Marcel Oliveira, sob a supervisão do delegado titular da DHPP, Fausto Freitas.
No último dia 11 de agosto, a equipe da DHPP cumpriu um mandado de prisão expedido pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá contra um dos envolvidos no crime identificado durante as investigações. Com isso, os policiais conseguiram avançar no caso e chegaram à mandante do crime.
Homicídio
O crime ocorreu no dia 11 de agosto, no momento em que a vítima chegava à academia, no bairro Santa Marta, em Cuiabá. O suspeito estava em frente ao estabelecimento, de cabeça baixa, e perguntou pelo nome da vítima, que quando foi responder foi alvejada por diversos disparos.
A vítima correu para o interior da academia, sendo socorrida e encaminhada para o Pronto-Socorro Municipal, com quatro ferimentos de arma de fogo. Toni chegou ao hospital consciente, sendo encaminhado imediatamente para cirurgia, porém não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.
Nome da operação
CAPCIOSA: "algo ou alguém que procura enganar, induzindo ao erro. Uma pessoa com um comportamento capcioso tem a intenção maliciosa de confundir e enganar alguém, utilizando de astúcia, sedução e esperteza"
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