O delegado da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Romildo Nogueira, afirmou à imprensa na manhã desta quinta-feira (27.03), durante coletiva da Operação Safe Truck, que os crimes aconteciam enquanto os caminhoneiros paravam em postos de combustíveis para descansar.
As investigações indicaram que a organização criminosa contava com mais de 30 membros, divididos em três núcleos principais: os que furtavam as peças, os que intermediavam as vendas e os receptores – geralmente empresas de outros Estados.
Para realizar esses furtos, os suspeitos aguardavam que os caminhoneiros parassem para descasar em cidades de grande trânsito, como Campo Verde, Rondonópolis e Sinop, iam até o veículo – em três ou quatro pessoas – subtraíam a peça e fugiam para Cuiabá.
“Enquanto ele (caminhoneiro) estava no período de descanso, essas pessoas iam até o caminhão, subtraíam a peça e se evadiam para Cuiabá. Até a vítima perceber que a peça havia sido furtada, o suspeito já tinha fugido, dificultando as polícias encontrarem quem cometeu o crime”, explicou Romildo Nogueira.
Posteriormente, as peças eram enviadas aos intermédios, que revendiam as peças para os receptadores de outros Estados, em mercados paralelos. As marcas mais furtadas durante o período de investigação, iniciada em 2022, foram Scania e Volvo.
Ademais, o delegado declarou que os furtos não estão ligados às facções criminosas do Estado. Até o momento, três líderes da organização criminosa foram presos, sendo que dois foram detidos em Cuiabá.
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