A Associação dos Servidores da Penitenciária Central do Estado - ASPEC, que comandava um "mercadinho" dentro do presídio em Mato Grosso, alvo de duas operações da Polícia Civil, forneceu materiais de construção para uma obra na sede administrativa da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária.
Em agosto de 2019, na operação "Assepsia", que apurava esquema de facilitações para entrada de aparelhos celulares na PCE, foram apreendidos R$ 60 mil da Aspec. Ela chegou a pedir na Justiça a restituição do valor.
Investigada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a Associação praticava preços superinflacionados dentro de seu estabelecimento para os detentos. Leia matéria relacionada - Associação comandava "mercadinho" na PCE e teve R$ 60 mil apreendido
Conforme documento obtido pelo , a solicitação de aquisição de materiais para continuidade de uma obra na sede administrativa da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária foi feita em setembro de 2024.
O documento veio a tona após o Governo do Estado determinar o encerramento dos "mercadinhos" dentro dos presídios de Mato Grosso. No entanto, o documento comprova que o Estado se beneficiou com o dinheiro dos estabelecimentos para reformar a sede administrativa da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária.
Outro lado - A reportagem do entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Justiça do Estado de Mato Grosso (Sejus), mas até o fechamento da matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Atualizada às 13h56 - Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça esclareceu que a reforma foi feita com recursos da Aspec, porém, antes das declarações do criminoso Sandro Louco se tornarem públicas, de que ele lucrava com os mercadinhos.
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