Causa estranheza que os reais responsáveis pelas contratações das empresas médicas investigadas, por conta da operação Deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), em 2021, o secretário estadual de Saúde, à época das contratações, o ordenador de despesa, o secretário-adjunto hospitalar, responsável por todos os Hospitais Regionais do Estado, a secretária-adjunta de Gestão, responsável pelo pagamento das empresas, e respectivos empenhos, os diretores dos hospitais estaduais, e os fiscais de contratos do Governo do Estado, não terem os nomes citados no inquérito, que investiga possíveis irregularidades na execução de contratos de serviços de médicos plantonistas para hospitais administrados pelo Governo do Estado, entre eles, o Hospital Metropolitano de Várzea Grande.
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Estranho, ainda, é que se houve algum dano ao erário, estes agentes públicos deveriam estar no rol de investigados ou, também, com os bens sequestrados, ou até mesmo afastados cautelarmente do cargo, por serem os responsáveis direito pelas contratações.
Um peso e duas medidas - Nas últimas operações deflagradas na saúde de Cuiabá, vários secretários foram afastados da função pública, apenas por ser ordenador de despesa, não tendo nenhum nexo com o processo. Quando se diz afastado do cargo, seria prudente para que a investigação transcorra dentro da normalidade.
No caso dos autos em curso, seria necessário o afastamento dos servidores e detentores de cargos públicos ligados aos pagamentos, uma vez ser uma medida necessária para a preservação da eficácia da prestação jurisdicional, ou não?
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