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Cidades Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019, 09:12 - A | A

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Novos Crimes

PGR quer cassar liminar que soltou advogado de MT acusado de estelionato; STF julgará

Rojane Marta/VG Notícias

João Américo / Secom/PGR

MPF

 

A subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques quer cassar a liminar que concedeu liberdade ao advogado Renato Dias Coutinho Neto, de Dom Aquino (170 km de Cuiabá), preso em 31 de outubro de 2018, pela suposta prática dos crimes de ameaça, estelionato e falsificação de documento público. Ele teve a liberdade concedida em decisão proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio, em 14 de fevereiro deste ano.

No entanto, segundo parecer apresentado nos autos do Habeas Corpus pela subprocuradora-geral, a decisão que decretou a prisão preventiva do advogado mato-grossense, quanto o acórdão do Tribunal de Justiça que a manteve, estão devidamente fundamentados, com a indicação de indícios suficientes da participação de Coutinho na empreitada criminosa, que envolve várias ameaças e perseguições às vítimas e testemunhas.

Cláudia Sampaio destaca que conforme asseverou o TJMT, o advogado “possui uma certeza pela impunidade, a inferir a conclusão de que, acaso posto em liberdade, muito provavelmente persistiria na prática de condutas infringentes à lei, já que revela um descaso com todo o aparelho estatal e com as determinações judiciais, praticando atos a seu bel prazer, com objetivo de obter a concretização de suas intenções, sejam elas lícitas ou não”

“Logo, a prisão preventiva é necessária para evitar a reiteração delitiva, pois o paciente, além de deter outra condenação definitiva, cometeu novos crimes enquanto cumpria a pena imposta, o que demonstra que a incidência de medidas cautelares diversas da prisão seriam absolutamente inócuas para os fins pretendidos de resguardar a ordem pública” diz parecer ao pedir: “Ante o exposto, manifesta-se o Ministério Público Federal pelo não conhecimento do habeas corpus, cassando-se a liminar deferida”.

Diante do pedido, o ministro do STF, relator do HC, marcou o julgamento presencial para o próximo dia 08 de outubro.

Entenda - Conforme consta do pedido de prisão preventiva, Coutinho é acusado de dar um golpe de R$ 100 mil em seu tio e cliente, Geraldo Batista Filho. Ele teria, segundo a denúncia, falsificando um acordo extrajudicial, o que levou o Poder Judiciário a erro.

Ao conceder a prisão preventiva, o Juízo da Vara Única da Comarca de Juscimeira destacou haver materialidade e indícios de autoria, mencionando os depoimentos de testemunhas, fotos e comprovantes de saques e transferências bancárias e concluiu pela necessidade da custódia do advogado para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

No STF, a defesa de Coutinho sustentou a insubsistência do ato por meio do qual determinou a preventiva, dizendo-o abstrato e destacou as condições pessoais favoráveis do advogado – residência fixa e ocupação lícita.

 

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