O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, o coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, disse nesta segunda-feira (24.03) que o número de crimes reduziu drasticamente no Estado em decorrência da Operação Tolerância Zero. Segundo ele, em municípios como Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo, os crimes e a atuação das facções criminosas foram “sufocadas”.
Em entrevista coletiva, ao fazer um balanço da Operação, Cláudio Fernando destacou que a redução dos crimes e, principalmente, do comando das facções nas cidades mato-grossenses, é resultado de um planejamento das Forças de Segurança Pública, como a colocação de viaturas policiais em locais mais estratégicos, assim como de forma ostensiva em “áreas quentes” – aquelas que estavam sob o comando das facções.
Segundo ele, municípios como Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo já estão praticamente “livres” da criminalidade, e que Sorriso, a tendência é que possa ser inserido nesta lista em breve.
“Hoje, se a gente olhar a tendência dos crimes ocorridos nestas regiões, Peixoto e Guarantã foram sufocados pelas ações das facções criminosas. Em Sorriso, nós temos uma tendência muito forte para estancar o problema, mas mesmo assim estamos com operação lá há mais de dois anos, com equipes especializadas realizando todos os dias nas ruas naquele município”, declarou o comandante.
O coronel apontou ainda que, por meio da operação, foi possível identificar outras formas de atuação das facções criminosas, como na exploração ilegal tanto de madeira quanto na invasão de terras.
“As facções invadem e ocupam áreas. Depois tentam vender essas áreas. Tentam realizar exploração ilegal tanto de madeira quanto de minerais. São várias formas que as facções vão buscando para se inserir e se fortalecer, e cabe a nós da Segurança Pública realizar o planejamento necessário para combatê-las, seja em qualquer crime em que estiver acontecendo”, contou Cláudio Fernando.
Ao final, ele ainda defendeu que é preciso ter uma mudança urgente na legislação para dificultar que membros de facções criminosas possam deixar a cadeia. “Uma das formas de estancarmos melhor as facções criminosas seria o endurecimento das leis. Termos leis mais fortes para que essas pessoas tenham tanta reincidência no cometimento de crimes”, encerrou.
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