por Lucione Nazareth/VG Notícias
O delegado João Bosco, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) em Cuiabá, deve ser solto ainda nesta terça-feira (02.07).
Preso na última semana, durante a Operação Abadon, desencadeada pela Polícia Civil, sob acusação de associação ao tráfico de drogas, ele conseguiu na justiça revogar o pedido de prisão. Bosco deve sair do Batalhão de Operações Especiais (Bope), onde se encontra preso.
O juiz Moacir Rogério Tortato, da Segunda Vara Criminal - o mesmo que havia expedido o pedido de prisão -, concedeu a revogação da prisão de João Bosco. Em sua decisão, o juiz manteve o delegado afastado de suas funções.
A liberdade do delegado atente ao pedido da defesa, que antecipou a decisão de Bosco em se manter afastado do cargo de delegado, para não atrapalhar nas investigações.
A prisão - O delegado João Bosco, e sua esposa, a investigadora Gláucia Cristina Alt, foram presos, preventivamente, na última quinta-feira (27.06), pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, na operação “Abadom”. Eles foram acusados de extorquir traficantes.
A operação foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil do Estado, e desarticulou uma quadrilha de tráfico de drogas. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Alana Cardoso, o delegado João Bosco e sua esposa, cobravam dos traficantes pelo silêncio.
Além do delegado e de sua esposa, mais três pessoas tiveram os mandados de prisão cumpridos, entre eles um servidor da Secretaria de Saúde de Cuiabá, e cinco detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE).
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