O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, afirmou nesta segunda-feira (24.03) que a corporação irá manter “silêncio institucional” sobre os policiais investigados pela morte do advogado Renato Gomes Nery, em Cuiabá. O crime é alvo da operação “Office Crimes: A Outra Face”, conduzida pela Polícia Civil.
Durante entrevista à imprensa, o comandante confirmou que os militares apontados como suspeitos – Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Jorge Rodrigo Martins e Wercerlley Benevides de Oliveira – foram afastados de suas funções e respondem a Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Contudo, Tinoco evitou fazer comentários sobre o mérito da investigação, destacando que só se manifestará se houver confirmação formal de envolvimento dos policiais. “Até que se prove que realmente existe alguma responsabilidade sobre os atos, a gente prefere ficar quieto”, afirmou.
Além disso, frisou que o suposto envolvimento dos PMs é um “fato isolado” e que não pode ser usado para manchar a imagem da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas) e nem da Polícia Militar, que, segundo ele, há centenas de anos vem cumprindo seu papel de proteger a sociedade mato-grossense.
“O Batalhão da Rotam representa muito para a Segurança Pública do Estado, e isso muito me orgulha. Lógico, não só na Polícia Militar, em qualquer outra instituição, pode sim acontecer algum desvio na natureza de sua função, mas isso não representa o que é a Polícia Militar. Ela está completando 190 anos este ano. Temos um Estado pujante, e que não se desenvolveria sem uma segurança boa como existe aqui em Mato Grosso. A Polícia Militar tem cumprido seu papel há centenas de anos em servir e proteger a sociedade mato-grossense”, declarou o comandante da PM.
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