Se o “The voice Brasil” fosse um time de futebol como Flamengo ou Vasco, Michel Teló seria daquelas contratações que enchem a torcida de expectativa e prometem arrebentar na temporada. Não é para menos, já que o cara é conhecido internacionalmente e tem mais de 650 milhões de visualizações no YouTube para sua música de maior sucesso até hoje, “Ai, se eu te pego”.
No programa que volta esta quinta à TV, ele assume a cadeira que foi ocupada por Daniel nas três primeiras temporadas, e se considera aquecido para entrar em campo.
— Já me sentia um técnico no sofá como espectador. Acompanho desde o primeiro e achava espetacular. Conversei com o Daniel logo que pintou o convite. Ele ficou muito feliz por eu ter sido escolhido e me deu vários toques — ressalta o sertanejo.
Devagar, devagarinho
No bate-bola das brincadeiras de Lulu Santos, Claudia Leitte e Carlinhos Brown, Teló vai se entrosando aos pouquinhos. Mas deve ter um estilo mais comedido, como o do seu antecessor.
— O momento de convencer o candidato é de disputa e brincadeira. E eles já estão aí há três anos. Eu venho com um pensamento novo, como um cara que enxergou o programa de fora. Mas sou mais tímido. Então vou deixar a turma seguir e vou entrando na pilha devagarinho. Claro que tem aquela hora em que você vê um cantor e sabe que não pode deixar de tê-lo no seu time — empolga-se o novo técnico, que pode tomar coragem e cantar “Ai, se eu te pego” para os participantes.
Na primeira fase do programa, que tem as audições às cegas, o cantor já tem mostrado um bom desempenho mesmo sem a experiência dos colegas. Este ano, ainda há uma novidade: a rodada de fogo. Nela, cada técnico escolhe cinco dos seus sete participantes para passar de fase e os outros disputam entre si.
— O Teló destruiu. Foi bom pra caramba. Virando a cadeira e analisando as pessoas, se vendendo, tentando conquistar o participante quando os quatro viravam. Uma bela surpresa — elogia o apresentador Tiago Leifert.
Com 34 anos e 22 de carreira, o cantor recorda que também já participou de vários concursos e festivais, comuns no mundo sertanejo.
— Você se prepara uma vida inteira. Eu ainda estava começando, mas eu escolhia bem a música. Até hoje sinto esta adrenalina, a vontade de agradar. A gente é julgado o tempo todo na carreira — acredita Teló.
E o cantor enxerga longe. A nova temporada do programa nem bem começou e Teló já pensa no que isso pode render para ele e para os candidatos.
— Ter uma equipe que te auxilie é importante. Quem sabe alguém não vai até lá para o meu escritório? A continuidade nunca é fácil para ninguém, até para quem já estourou uma música. É fazer com amor e botar o pé na estrada, porque artista trabalha muito — aconselha.
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