24 de Fevereiro de 2025
24 de Fevereiro de 2025

Editorias

icon-weather
lupa
fechar
logo

Variedades Quarta-feira, 01 de Março de 2017, 08:42 - A | A

Quarta-feira, 01 de Março de 2017, 08h:42 - A | A

racismo

Casal é peso por ameaçar negros em festa infantil

BBC Brasil

 

A reunião acontecia no jardim de uma casa. Enquanto crianças brincavam em um castelo inflável, dançavam e tomavam sorvete, Jose "Joe" Torres e Kayla Norton circulavam o terreno junto a um comboio de caminhonetes, com outras quinze pessoas, aproximadamente.

Segundo promotores, eles estacionaram os carros e "ameaçaram repetidamente de morte os participantes da festa com ofensas e insultos raciais".

O caso ocorreu em junho do ano passado, poucos dias depois de um defensor da "supremacia branca" entrar em uma igreja e disparar contra negros na cidade de Charleston, na Carolina do Sul.

Ainda de acordo com a promotoria, "Torres pegou uma espingarda em seu veículo, apontou a arma contra o grupo de afro-americanos e disse que iria matá-los. Seus companheiros diziam que 'os pequenos iriam tomar tiros também', referindo-se às crianças da festa".

No tribunal, Torres confessou que carregava uma arma. Disse que a usou porque "temia pela segurança de seus amigos".

Enquanto parte dos membros do grupo confessou culpa no episódio, outros disseram que reagiram porque membros da festa atiraram objetos contra eles.

Pedido de perdão - Durante o julgamento, Kayla Norton chorou muito e pediu desculpas às vítimas, que também estavam presentes no local.

"Quero que saibam que aquela não era eu e que aquele não era ele. Eu jamais viraria para vocês e diria aquelas palavras. Sinto muito pelo que aconteceu. Sinto muito", disse.

Uma das vítimas, Hyesha Bryant, afirmou que perdoava os autores dos comentários racistas, mas disse que "seus insultos afetaram minha vida e a vida dos meus filhos".

Torres foi condenado a 20 anos, 13 deles na prisão, e Kayla Norton a 15 anos, com 6 na cadeia. Outros 15 suspeitos foram indiciados.

'Uma é suficiente': o líder muçulmano com 4 mulheres que quer banir a poligamia em parte da Nigéria
Durante a ação, eles agitavam as controversas bandeiras dos Estados Confederados americanos, junto a um grupo autodenominado "Respeite a bandeira".

A bandeira dos Estados Confederados é um importante símbolo para moradores de estados do Sul dos EUA que lutaram contra o Norte durante a Guerra Civil do país, entre 1861 e 1865.

Para muitos, ela é considerada um emblema da escravidão e do racismo.

"Muita gente tentou simplificar o caso dizendo que eles estavam simplesmente agitando a bandeira dos Estados Confederados", disse, em nota, o promotor local Brian Fortner.

"Mas este caso é sobre um grupo de pessoas que circulavam em torno de uma comunidade bebendo álcool, assediando e intimidando nossos cidadãos por conta da cor de sua pele."

Durante a investigação, autoridades checaram as contas dos acusados no Facebook.

Nas buscas, encontraram "várias publicações e mensagens indicando que membros do grupo defendiam a supremacia branca e participavam de debates da Ku Klux Klan (organização racista)".

Eles também faziam parte de um grupo chamado "Nação Skinhead" e "faziam inúmeros comentários racistas, no geral".

Siga a página do VGNotícias no Facebook e fique atualizado sobre as notícias em primeira mão (CLIQUE AQUI).

Entre no grupo do VGNotícias no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).   

RUA CARLOS CASTILHO, Nº 50 - SALA 01 - JD. IMPERADOR
CEP: 78125-760 - Várzea Grande / MT

(65) 3029-5760
(65) 99957-5760