O médico Bruno Gemilaki Dal Poz, 28 anos, acusado de participação no duplo assassinato, no último domingo (21.04), deverá ficar separado de outros detentos e receber atendimento psicológico, conforme decisão do juiz João Zibordi, da Segunda Vara de Peixoto de Azevedo, em audiência de custódia realizada nessa quarta (24.04).
A defesa pediu para o médico ficar separado dos demais detentos, por ele ser preso provisório. O juiz deferiu o pedido, com base no artigo 84 da Lei de Execução Penal (LEP), e determinou que a Unidade Prisional competente tome as providências necessárias para resguardar os direitos do custodiado.
A defesa também argumentou problemas da saúde psíquica do médico. Diante disso, mesmo sem documentos comprobatórios da saúde psíquica do custodiado, o juiz determinou que a Unidade Prisional forneça o atendimento adequado e reforce o apoio psicológico ao preso.
Ainda conforme consta da decisão, a defesa solicitou acesso ao processo que decretou a prisão do médico, contudo, o magistrado indeferiu o pedido, alegando que o requerimento seja solicitado no juízo competente.
Sindicância - O médico Bruno Gemilaki Dal Poz se formou no Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco, em 2020. O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) confirmou que Bruno no inscreveu no sistema acreano em fevereiro de 2021. Já em março do mesmo ano passou o registro para o Mato Grosso e no final do mês abriu uma inscrição secundária em São Paulo.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) informou que abriu sindicância para apurar a conduta do médico Bruno, em decorrência das notícias veiculadas na imprensa apontado o médico como um dos autores de um duplo homicídio.
"Diante desse grave acontecimento, o CRM-MT determinou abertura de sindicância, respeitando os princípios da legalidade, ampla defesa e contraditório, conforme estabelecido em lei. Importante destacar que o Conselho mantém o sigilo sobre qualquer procedimento administrativo em trâmite", diz trecho da nota.
Entenda o caso - no último domingo (21), Bruno Gemilaki, sua mãe Inês Gemilaki, e o irmão de seu padrasto, Eder Gonçalves Rodrigues, armados, invadiram uma residência e mataram duas pessoas, deixando ainda uma terceira ferida. O duplo assassinato vitimou Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bolgo.
Os envolvidos foram presos nessa terça-feira (23). Eder Gonçalves Rodrigues, e seu irmão Márcio Ferreira Gonçalves, foram presos em uma residência, em Alta Floresta, e Inês e Bruno Gemilaki, foram presos em uma propriedade rural da família, localizada na BR-060, a 180 km de Peixoto de Azevedo.
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