Um adolescente de 12 anos foi brutalmente agredido dentro de um ônibus escolar na zona rural de Pontes e Lacerda, (444 Km de Cuiabá). O caso ocorreu na última terça-feira (1º de abril) e veio a público após o pai da vítima procurar a Delegacia de Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência.
Davi Martins, pai da vitíma, em entrevista á TV Guaporeí, relatou que seu filho foi espancado por um adolescente de aproximadamente 17 anos, enquanto outros estudantes filmavam e incentivavam a violência. "Se meu filho tivesse morrido ali dentro, o motorista não teria feito nada. Ele só dirigia, como se nada estivesse acontecendo", afirmou, revoltado.
O agressor, conforme a vítima, iniciou os ataques após uma discussão sobre quem "pegava mais meninas". A situação escalou rapidamente até se tornar uma série de socos e chutes.
"Não teve ninguém pra apartar, os outros meninos só queriam gravar vídeo. Um deles, inclusive, depois que parou de filmar, ainda deu um chute no meu filho. E o motorista? Nada. Nem parou o ônibus, nem perguntou o que estava acontecendo", completou o pai, visivelmente indignado.
A delegada Lícia Juliane, responsável pelo caso, confirmou que o motorista será intimado e poderá responder criminalmente por omissão de socorro e omissão penalmente relevante, conforme prevê o artigo 13 do Código Penal. "O motorista tem a obrigação legal de impedir qualquer resultado danoso. Se ele puder intervir e não intervém, responde por isso", declarou.
De acordo com o pai da vítima, a comunidade já vinha pedindo há tempos a presença de um monitor dentro do ônibus, o que nunca foi atendido pela Secretaria Municipal de Educação. Ele denuncia ainda que o transporte está em estado de abandono: "Nosso ônibus está largado às traças. Os meninos andam armados com canivete, fumam dentro do veículo e ameaçam os menores."
A delegada informou que também buscará esclarecimentos junto à Prefeitura e reiterou que o caso não é isolado. "Há poucos dias, uma menor foi agredida dentro de outro ônibus escolar. Infelizmente, é uma situação recorrente", alertou.
Outro lado - A reportagem do tentou contato com a Prefeitura de Pontes e Lacerda e com a Secretaria de Educação para obter um posicionamento oficial, mas até o momento não houve retorno, o espaço segue aberto.
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