Ação que pode cassar senadora de MT deve ser julgada nos próximos dias

Rojane Marta/VG Notícias

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Selma Arruda

 

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que pode cassar o mandato da senadora de Mato Grosso, Selma Arruda (PSL), deve ser julgada ainda em fevereiro, pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral. A ação está sob relatoria do desembargador Pedro Sakamoto.

Além de Selma Arruda, responde pela AIJE o seu suplente Gilberto Possamai. Eles são acusados de suposto abuso de poder econômico e “caixa dois”, cometidos nas eleições de 2018.

Conforme andamento processual, os autos estão conclusos para decisão do relator, que já abriu prazo de dois dias, porém, a decisão ainda não foi publicada, provavelmente na será publicada na próxima terça-feira (12.02), para as partes apresentarem suas alegações finais. Somente então, Sakamoto deve colocar em pauta para julgamento.

Juristas consultados pela reportagem do #vgnoticias, informaram que devido aos prazos processuais, a AIJE deve ir a julgamento de 15 a 20 dias.

Entenda – Em 03 de outubro de 2018, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação de investigação eleitoral contra Selma Arruda e o seu suplente, por suposto “caixa dois” de campanha relacionado aos gastos com empresa de publicidade antes do período eleitoral. A ação foi proposta pela procuradora eleitoral, Cristina Nascimento de Mello.

De acordo com a Ação, Selma e Gilberto são acusados de terem cometido abuso de poder econômico, bem como “caixa dois” de campanha ao contraírem despesas de natureza eleitoral no valor de R$ 1.234.808,44 milhão, tendo pago a quantia de R$ 700 mil com recursos de origem desconhecida que não tiveram regular trânsito pela conta bancária oficial.

Conforme a ação, os pagamentos teriam sido realizados por meio de cheques destinados a Agência Genius AT Work Produções Cinematográficas, de propriedade do empresário Luiz Gonzaga Júnior, popular Júnior Brasa. Ao todo teriam sido cinco pagamentos em cheques, sendo quatro no valor de R$ 150 mil cada (emitidos em nome de Selma), e outro no valor de R$ 100 mil (em nome de Gilberto Possami) - totalizando os R$ 700 mil.

Na ação, narra que o suposto “caixa dois” consta na Ação Monitória movida pelo empresário Júnior Brasa contra Selma Arruda.

O que diz a senadora – Selma nega as acusações. Ela afirmou à imprensa, que não existe caixa dois em período de pré-campanha e que colocar essa insinuação é “criminosa”. “Caixa dois se faz depois da campanha, caixa dois não se paga com cheque nominal, alguém já viu fazer caixa dois com cheque pessoal, não existe isso”, declarou em coletiva antes das eleições.


Fonte: VG Notícias

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