Pesca predatória afeta turismo no Pantanal e empresários querem criar associação

José Wallison/VG Notícias

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pescado irregular

 

Os empresários da região do Pantanal mato-grossense estão se mobilizando para criar uma associação para atuar no combate à pesca predatória. Conforme o dono de uma pousada, Tarso Ricardo Lopes, a pesca predatória traz prejuízo ao meio ambiente e, por consequência, ao próprio turismo da região.

“Há muitos anos, lutamos para que essa fiscalização seja intensificada. Esse trabalho vem melhorando gradativamente, principalmente durante o ano de 2018, e queremos que continue melhorando”, declara.

Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) , cerca de 12 toneladas de pescado foram apreendidas no ano passado, além de 2.079 apetrechos de pesca e R$ 470 mil em multas foram aplicadas.

Somente nesta semana, os ficais apreenderam 240 kg de pescado irregular na estrada entre Poconé e Porto Cercado. As duas pessoas que estavam no carro fugiram pelo mato. “Isso aconteceu em plena piracema”, lembra Tarso.

Durante a piracema, que vai até 31 de janeiro, só é permitida a pesca de subsistência, praticada por comunidades ribeirinhas que dependem do peixe para sobreviver. Além de atuar no combate à pesca predatória, a federação de pousadas, hotéis e barcos pretende ampliar a participação em programas de educação ambiental com comunidades ribeirinhas e na redução do lixo depositado nos rios que formam o pantanal de Mato Grosso.

“Já somos parceiros em várias atividades nesse sentido. Com a formação da associação , que já conta com 50 empresas do setor do turismo no pantanal, pretendemos ampliar nossas parcerias”, diz Tarso. (Com assessoria).


Fonte: VG Notícias

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