O deputado estadual Wilson santos (PSDB), que concorre nas eleições deste ano ao cargo de prefeito de Cuiabá, tem apostado na memória curta dos eleitores da Capital.
O candidato terá que lutar com duas sombras em sua vida política. Uma, a mais recente, é a “briga” travada com os servidores públicos estaduais, para defender o governador Pedro Taques (PSDB) na Assembleia Legislativa do Estado, e aprovar a divisão da concessão da Revisão Geral Anual (RGA).
A segunda, ocorreu nas eleições de 2010, quando abandonou pela metade o mandato de prefeito de Cuiabá, reeleito em 2008 com a promessa de ficar os quatros anos, para concorrer ao governo do Estado.
Mesmo assim, Wilson afirma que tem conversado com a população, e que com o tempo entenderão seus posicionamentos e isso não será motivos para “rejeição” ao seu nome.
Em entrevista concedida a CBN Cuiabá, o candidato chegou a admitir que ter abandonado o Palácio Alencastro foi um dos piores erros de sua vida política. “Eu governei quatro anos initerruptamente a Prefeitura de Cuiabá, deixei Cuiabá depois de cinco anos e três meses, eu cometi o maior erro político de toda a minha vida, que foi ter deixado a Prefeitura de Cuiabá. Muita gente ficou brava porque avaliava que eu estava bem, estava no caminho certo. Talvez, se tivesse continuado teria concluído o Rodoanel” declarou.
Ele também admitiu que não dá mais para errar em sua vida política, por isso, não promete romper a concessão do saneamento da Capital. “A Prefeitura não tem dinheiro para retomar os serviços, seria receber aplausos fáceis, votos, vai ter muito voto quem propor isso, mas eu estou voltando e não posso mais fazer utopia, brincar, não posso em hipótese alguma apresentar algo que eu não vou cumprir, já passei por essa experiência e apanhei muito. A Prefeitura não tem recursos em caixa para fazer o que o saneamento precisa. Uma coisa é a CAB, realmente ela não tem condições de permanecer, está descapitalizada e Cuiabá precisa de um novo parceiro capitalizado e com credibilidade”.