A Corregedoria do Ministério Público abriu procedimento para apurar a conduta do promotor de Justiça lotado em Várzea Grande, Mauro Poderoso de Souza, na análise das contas de campanha da prefeita Lucimar Campos (DEM) referente as eleições de 2016.
A investigação é oriunda de uma denúncia anônima encaminhada à Corregedoria do MP no qual questiona a conduta de Mauro Poderoso na concessão de parecer eleitoral favorável à aprovação das contas da democrata, sendo que o irmão do promotor, Regis Poderoso de Souza, é servidor da Prefeitura Municipal, o que colocaria em “xeque” o parecer eleitoral concedido favorável à aprovação das contas da democrata.
Regis Poderoso foi nomeado em janeiro deste ano para ocupar o cargo em comissão de assessor de gestão - DNS 2, na Secretaria Municipal de Assuntos Estratégicos. Para desempenhar a função, o irmão do promotor recebe um salário de R$ 4.500 mil e mais R$ 3 mil de verba indenizatória.
Diante dos fatos, a Corregedoria oficiou Mauro Poderoso para manifestar sobre a denúncia. Ao oticias, ele afirmou que negou a Corregedoria a existência de qualquer ilegalidade e garantiu que “acompanhou o parecer contábil realizado pelo perito nomeado pelo Tribunal Regional Eleitoral, e que não tem conhecimento contábil especifico para proferir qualquer decisão em discordância com o parecer do TRE/MT”.
“Eu disse que se eu me corrompi, o Tribunal Regional Eleitoral se corrompeu e também o juiz eleitoral. Todos tiveram o mesmo entendimento que levou no final a aprovação das contas. Não existe qualquer ilegalidade”, garantiu Poderoso.
Ele afirmou que teve apenas dois dias para conceder parecer ministerial nas contas de campanha de Lucimar. “Foram dois dias para analisar uma conta de campanha de mais de R$ 1 milhão. Pelo pouco tempo, e pela falta do conhecimento contábil, a procuradoria eleitoral apenas segue o parecer do Tribunal Regional Eleitoral”, explicou o promotor.
Além disso, Mauro Poderoso questionou a denúncia e disse que “a pessoa que denúncia, tem que colocar a cara para bater”. “Eu iria ingressar com Ação contra essa pessoa por denunciação caluniosa. Mas, infelizmente foi uma denúncia anônima. A pessoa que denúncia tem que colocar a cara bater”, finalizou.
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